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11 de dezembro de 2017

Inspiration - O sítio que não é um sítio qualquer.


Há sítios que parecem ter pulsação própria.  Aqueles sítios em que a solidão e o silêncio permitem-nos fechar os olhos e deixam o nosso interior a discutir connosco. Na verdade não são só os sítios que têm essa responsabilidade. São os sentimentos e as horas. Há horas calmas, serenas e tranquilas, que levam-nos a uma viagem ao centro de nós, viagem essa muitas vezes adiada e interrompida por qualquer outra coisa que em modo de fuga decidimos colocar à frente. Quem por aqui anda sabe que gosto muito dos meus recantos. Resolvem as dicotomias de minha alma. Porque é exactamente nesses sítios que nos é permitido abrir  a "cápsula" protectora em que nos resguardamos e que logo em seguida (mas depois de muita luta) renascemos para as horas de vida que se seguem.
Falas de ti, para ti, sem a libertação de qualquer som. Exaltas-te, aclamas-te. Esticas o corpo. Fazes as pazes contigo. Respiras. Mas respiras fundo... Com uma vontade revigorada, que leva oxigénio e força às partículas mais ínfimas do teu corpo. 
Esqueces as histórias luctíferas, medos e julgamentos. Fazes escolhas. Boas escolhas - pois aquilo que o teu coração diz-te em silêncio só pode ser bom, não é verdade?! Voltas a pensar no que prometeste a ti mesmo. Resistes. Perdoas. Pedes perdão. Aceitas. Enfrentas. Decides. Orientas-te de novo para a vida que tens pela frente!

Eu tenho destes sítios. Aconselho a que todos tenham. Não importa se é na varanda do prédio, à beira mar, no jardim lá de casa ou da cidade, numa falésia qualquer com vista para uma imensidão de nada e de tudo, o que importa é aquela hora. É ali, naquele momento, que voltamos ao mais puro estado de nós e que conseguimos arrumar grande parte das nossas "gavetas".

A vida é feita de tantas lutas. De tantos contratempos. De tantas sensações.

A vida é feita de silêncios. De saudades. De faltas. De distâncias. De espaços no meio. De intervalos. De ânimos. De afagos. De ansiedades. De surpresas. De sonhos. De expectativas. De lutas. De perdas. De ganhos. De desejos. De sorrisos. De olhares. De esperanças. De aventuras. De sussurros semi-confidenciais e explícitos. De amor.

Temos que arrumar isto tudo. Só assim comungamos connosco em "perfeição". O corpo e a mente precisam. E vão agradecer.


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With Love, Ana Rosina

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