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quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Inspiration - E hoje a Ana fala-vos de Amor!...

Bem, cá estou eu hoje a falar de amor!... 


(Sim, eu! Uma encalhada, mas que não é por isso que está mal com a vida!)


Oh o Amor!... 

Aquele sentimento agri-doce que todos nós já vivemos. Sim, todos! Não vale a pena fugir com o rabo a seringa e fingir que isso foi um mal que nunca te assistiu! Bem ou mal, por muito ou pouco tempo, todos já viajámos nessa carruagem. Todos já viajámos naquele sentimento que "levanta-nos pela alma e põe-nos a cabeça a voar, tonta de tão feliz e feliz de tão tonta e, logo no momento seguinte, larga-nos a mão, vira a cara e espezinha-nos o coração, matando a vida e o mundo e o mundo e a vida que tínhamos imaginado para os dois (como dizia muito bem Miguel Esteves Cardoso)."
Há quem chame de coincidência, acaso, destino; há quem diga que certas coisas estão escritas, que o que tem que acontecer, acontecerá quer queiramos ou não. Prefiro dizer que, não importa se por motivo de força superior, divina, se for uma mãozinha de Deus, Alá, Buda, de um Deus superior, ou um empurrão das estrelas, cometas, alienígenas,  gnomos, fadas, o que importa é mesmo o encontro!... Que não seja um encontro de olhos, mãos, bocas, braços, mas um encontro de corações!... 
Acho que todos temos medo. Sim, medo... Medo de nos jogarmos de um precipício e de nos estatelarmos redondos no chão. Mais uma vez! 
Eu tenho medo de precipícios e da renúncia também. Tenho medo de inseguranças e de incertezas... Tenho medo do amor, pois o amor tem aquele factor x que eu não consigo calcular e torna-se mistério. E fico ás voltas com ele como se de um problema matemático se trata-se até chegar à solução. Medo de que tudo não passe de um grande erro, pois o mundo hoje em dia é repleto de gente encantadoramente..... má. Como disse o meu sobrinho um dia destes "pessoas cheias de espinhos no coração". (Não é a definição de uma criança de 4 anos duramente verdadeira?)
Bem, na verdade eu acho que o amor é uma coisa tramada. Não há príncipe e tão pouco à cavalo branco. A crise é tanta que parece que até os cavalos viraram lasanha nesta altura do campeonato! O que torna a coisa mais difícil  porque sem cavalo branco, o amor não é a mesma coisa, certo? ;)
O amor trama-nos. Trama-nos quando nos envolve na sua teia e nos enreda, quase sem nos darmos por isso. Percebemos que algo nos começa a bloquear o pensamento, os movimentos e até a razão. A embaraçar o coração. A entrelaçar os sentimentos e a emoção. E quando nos apercebemos, já é tarde... 
Por mais frios ou experientes que sejamos ou que nos tenhamos tornado pelas circunstancias da vida, somos surpreendidos pelo poder deste atropelamento que na verdade até é bem delicioso!... Assalta-nos,esmaga-nos, arrebata-nos e deixa-nos prostrados em cima dos sonhos que à volta dele criamos. Por mais que tentemos manter os pés no chão, flutuamos. Por mais que queiramos resistir, vamos na maré. Por mais que a razão nos tente dizer que não, nós percebemos que estamos a nos lixar para a razão. Por mais que pensemos que não vai resultar, sonhamos à mesma. Depois chega aquela altura que achamos que temos tudo controlado. Pensamos que conseguimos superar. Pensamos que sim....Voltamos as costas. Fingimos... Tentamos mudar de rumo. Experimentamos rumar a outro porto e seguimos cheios de cicatrizes...
Mas apesar disso, parece que todos os caminhos vão dar ao AMOR. Num ou noutro sentido...
Pode ser que um dia esbarre com ele por ai! Para falar a verdade, acho que não tenho "jeito" nenhum para passar o resto da minha vida sozinha! Não me apetece! Mas eu também não sei bem o que quero. Nunca fui de muitos amores e muito menos de paixões. Quem amei, amei de verdade. Ponto. Quem vir a amar, amarei de verdade também! Completamente! Unicamente! Totalmente! (Sim, eu sou uma tontinha!)
Eu disse-vos que não sei bem o que desejo do amor... Bem, na verdade acho que até sei o que quero. Quero alguém que diga que me ama por todas as razões e mais alguma. Que me ama porque o fascino e porque o liberto e porque faço-o sentir-se bem. Porque o surpreendo, porque faço-o rir, porque sufoco-o e encho-lhe a alma! Porque o ilumino e enfureço. Porque amar-me é uma aventura e amá-lo é a solução. Que me ama porque sim e porque não e, quem sabe, porque talvez. E porque eu conheço-o e ele conhece-me. Pelas razões que eu sei, que ele sabe e pelas que não sabemos. Porque eu adivinho-o com um olhar e porque ele me descobre com outro olhar. Porque não existe outra como eu, e outro como ele! Porque eu o complemento e ele me completa!
É isto.
É mesmo isto que eu quero!

E é isto que eu vos desejo!




(Mas não se esqueçam... Eu não passo de uma encalhada que ainda acredita em príncipes e cavalos brancos!...)

Feliz dia dos namorados meus amigos do coração!....



With Love,
Ana Rosina

1 comentário :

  1. Confesso que ao ler as tuas palavras rolou uma lagrimazita pelo rosto abaixo...
    Esta tua definição está tão... tão parecida com aquilo que eu tb desejo do amor... E sabes uma coisa... eu pensava que com o tempo, este sentimento de "medo de perder" ia desaparencendo. Mas não! Desenganem-se! Quanto mais "entras" na relação... quanto mais te entregas... quanto mais amas... mais medos tens... Afeiçoamo-nos tão depressa a quem amamos... e temos tanta dificuldade em lidar com a perda... Um forte abraço amiga... tenho saudades vossas! :)

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