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4 de março de 2012

Inspiration

Eu soube, naquele momento, que sentiria saudades daquele momento para sempre, senti também que era arriscado viver aquilo que ia me doer tanto um dia, mas era bom. Cheguei a cabeça um pouco mais perto da dela no travesseiro. Quase a beijando. Ela se aproximou e calei o beijo com um dedo na superfície de seus lábios e olhei nos teus olhos que já haviam sido fechados. Ela não entendeu e os abriu. Fiquei com medo de gaguejar, meio nervoso. Mas senti-me seguro. Agora, ali. Parecia criança. Olhei nos olhos dela de novo e pude perceber que ela ia falar algo, calei os seus lábios de novo e disse, nem rápido, nem devagar. Sem rodeios, sem gaguejar, com toda a certeza do mundo: Eu amo-te. Pude ver as suas pupilas dilatarem de novo, sentir o  seu estômago embrulhar e borboletas por ali. Eu já havia dito aquilo várias vezes. Mas daquela vez, ah, daquela vez foi de verdade! Como deve ser dito, como deve ser sentido! Mas ela nunca, repito: nunca, vai entender tudo o que eu senti quando disse aquilo. Nunca..."
 
Pedro Rocha in "Um turbilhão"


With Love, ***

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