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19 de janeiro de 2012

Saint-Exupéry: "Os amigos são como estrelas..."


"Nos só conhecemos bem as coisas que cativamos."

Gosto do gosto de sorrir às estrelas.

Olho para elas e sorrio do passado!...

"Quando olhares o céu de noite, eu estarei a habitar uma delas (estrelas), e de lá estarei a sorrir; então será, para ti, como se todas as estrelas sorrissem! Desta forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem sorrir!"


Olho para trás e sorrio, como quem sabe aprender e reconhecer. Aprendi com o Pequeno Príncipe na sua primeira passagem pela terra.

Depois, quando cresci a ler outros livros, aprendi a sorrir para o que foi, pois adiante tinha o mundo o que fazer!

As vezes não sei olhar para as coisas do mundo sem o encantamento que tem uma criança, curiosa e cheia de libertinagens.

Os meus olhos precisam estar no tempo presente, e a sonhar com o futuro.


Quando olho para as estrelas sorrio, um sorriso largo na alma e discreto no canto da boca!...

Sei que o meu "Pequeno Príncipe" está lá em cima, responsabilizando-se pela sua rosa na sua estrela do cosmos de pequenos guizos que sabem rir!...

E sorrio ao ouvir ou ler...

“Pequeno - As pessoas vêem estrelas de maneira diferentes. Para aqueles que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para os sábios, elas são problemas. Para o empresário, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém nunca as teve... "

Antoine - Que queres dizer?

Pequeno - Quando olhares o céu de noite, eu estarei a habitar uma delas, e de lá estarei a sorrir; então será, para ti, como se todas as estrelas sorrissem! Desta forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem sorrir!

Antoine – E quando estiveres consolado (nós sempre nos consolamos), tu ficarás contente por teres me conhecido. Tu serás sempre o meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E às vezes abrirás a tua janela apenas pelo simples prazer... E os teus amigos ficarão espantados a ver-te sorrir olhando o céu. Tu explicarás então: “Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!” E eles julga-te-ão louco. Será uma partida que te prego...

E sorrio de novo.

Pequeno – Será como se eu lhe houvesse dado, em vez de estrelas, montes de pequenos guizos que sabem rir...”
(...)
Raposa - "A minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens caçam-me. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu aborreço-me um pouco. Mas se tu me cativas,a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar debaixo da terra. O teu chamar-me-á para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa nenhuma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...



A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:




- Por favor... cativa-me! - disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- Nós só conhecemos bem as coisas que nos cativam, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa nenhuma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente. - Respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto..."


Antoine de Saint-Exupéry in " O principezinho"




With Love, *** 

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