Translate

sexta-feira, julho 07, 2017

Inspiration - "as pessoas que nos fazem completos"

"(...) mas único, são as pessoas que nos fazem completos.
sim, porque podemos ser felizes, ter o coração cheio, podemos ser independentes de todos, mas no fim do dia, há uma coisa que nunca seremos sozinhos: completos. podem vir mil filósofos das teorias modernas da independência, mas quem já amou de verdade, entende bem o que digo. porque quando se conhece a outra metade de nós, percebemos que fomos feitos assim: apenas metade. na espera do outro encaixe, da peça do puzzle que fica ali, exactamente no abraço perfeito, no corpo que se sente colado, no beijo que é energia, na pele que se toca e dá choque.

não é alguém igual a nós, isso é a nossa cópia. não, mais que isso, é alguém que sendo diferente, tem os pontos de encaixe perfeitos em nós. que tanta vez dão faísca, que arranham com as dificuldades da vida, que magoam com as merdas que fazemos torto, que quase partem com os timings errados. mas é a única peça em que sentimos o alívio estranho de que não há mais nada para ver, para procurar. aquela em que para estar em sossego, apenas precisamos do nosso canto, os dois, sozinhos. em que a conversa nunca acaba, o riso é sempre parvo e bonito, o amor é sempre lamechas e exagerado, em que o desejo é sempre louco e permanente, só superado pelo sossego do sono junto. são esses momentos, tão simples que me dão sentido ao corpo: em que adormeço com a certeza rara que é ali, parte de ti, que sou maior. "

In |momentos|

💕





With Love, Ana Rosina



segunda-feira, julho 03, 2017

Inspiration

"A verdade é aquilo que todo o homem precisa para viver e que ele não pode obter nem adquirir de ninguém. Todo o homem deve extraí-la sempre nova do seu próprio íntimo, caso contrário ele arruina-se. Viver sem verdade é impossível. A verdade é talvez a própria vida. "


Franz Kafka, in 'Conversas com Kafka'

⇝  ⇞  ⇝


With Love, Ana Rosina


terça-feira, junho 13, 2017

Inspiration - I exist

"I exist. It’s sweet, so sweet, so slow. And light: you’d think it floated all by itself. It stirs. It brushes by me, melts and vanishes. Gently, gently. There is bubbling water in my mouth. I swallow. It slides down my throat, it caresses me – and now it comes up again into my mouth. For ever I shall have a little pool of whitish water in my mouth – lying low – grazing my tongue. And this pool is still me. And the tongue. And the throat is me.

I see my hand spread out on the table. It lives – it is me. It opens, the fingers open and point. It is lying on its back. It shows me its fat belly. It looks like an animal turned upside down. The fingers are the paws. I amuse myself by moving them very rapidly, like the claws of a crab which has fallen on its back.

…It would be much better if I could only stop thinking. Thoughts are the dullest things. Duller than flesh. They stretch out and there’s no end to them and they leave a funny taste in the mouth. Then there are words, inside the thoughts, unfinished words, a sketchy sentence which constantly returns…It goes, it goes…and there’s no end to it. It’s worse than the rest because I feel responsible and have complicity in it. For example, this sort of painful rumination: I exist, I am the one who keeps it up. I. The body lives by itself once it has begun. But thought – I am the one who continues it, unrolls it. I exist. How serpentine this feeling of existing – I unwind it, slowly…If I could keep myself from thinking! I try, and succeed: my head seems to fill with smoke…and then it starts again: “Smoke…not to think…don’t want to think…I think I don’t want to think. I mustn’t think that I don’t want to think. Because that’s still a thought. Will there never be an end to it?

My thought is me: that’s why I can’t stop. I exist because I think…and I can’t stop myself from thinking. At this very moment – it’s frightful – if I exist, it is because I am horrified at existing. I am the one who pulls myself from the nothingness to which I aspire: the hatred, the disgust of existing, there are as many ways to make myself exist, to thrust myself into existence. Thought are born at the back of me, like sudden giddiness, I feel them being born behind my head…if I yield, and I always yield, the thought grows and grows and there it is, immense, filling me completely and renewing my existence."


Jean Paul Sartre in "Nausea"

Painting  by Erika Kuhn

With Love, Ana Rosina


Style & Fashion Inspiration - As cestas no estilo boho chic

|  As cestas - Lindaaaassss  |




Já andam na moda há uns tempos, mas só agora falo delas. Andamos a olhar para elas, a namorá-las, mas com a aproximação do verão adensou a tendência e a vontade de usar.  É linda quando associada ao branco, as riscas azuis, as rendas! No início, parece difícil de conjugar, mas se estivermos inspirados (sempre com a nossa veia despojada), não há complicação nenhuma em trazer o rústico e o campo para a cidade. Lembro-me de, em pequena, levar uma destas cestinhas para a escola primária com o lanche. Como sou uma rapariga de campo, lembro-me de na infância, com a minha mana, andar com umas destas cestinhas, para um lado e para outro nos nossos piqueniques infantis. É uma daquelas modas do passado que trazem boas memórias, e que, é com um sorriso no rosto que vejo voltar, carregadinha de estilo e prontinha para  espalhar elegância. 

Particularmente, estou a adorar esta tendência :-) Por estes lados, o artesanato tradicional é também feito neste sentido, e é por isso que falo destas cestas com muito entusiasmo. 

Juntar o artesanato tradicional e o estilo, só pode ser bom!... ➼

Eu estou prontinha para aderir! 

Dream Door 24, Ana Rosina

Dream Door 24, Ana Rosina

Dream Door 24, Ana Rosina

Dream Door 24, Ana Rosina

Dream Door 24, Ana Rosina

With Love, Ana Rosina

Pin It button on image hover